ISSN 1676-1014 | e-ISSN 2595-1769

Número Atual - v26 n1 2026

Gleyson da Cruz Pinto1,2; Suely Rodrigues dos Santos3

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INTRODUÇÃO: A síndrome de Angelman (AS; OMIM #105830) é um raro distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizada clinicamente por atraso grave no desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM), deficiência intelectual grave, ataxia de marcha e/ou incoordenação dos membros, ausência de linguagem e comportamento feliz que inclui risos desmotivados e excessivos. Ocorre por erro na informação genética proveniente da mãe (imprinting genético), com perda da expressão de genes do locus 15q11.2–q13 de origem materna; deleção do locus 15q11.2–q13 materna, dissomia uniparental paterna do cromossomo 15 ou por variante patogênica em heterozigose do gene UBE3A. A incidência estimada da AS é de 1:12.000 a 1:24.000 nascimentos.
OBJETIVO: Relatar uma criança com diagnóstico de AS.
DESCRIÇÃO DO CASO: Masculino, 4 anos. Referido por atraso global do DNPM. Evoluiu com ausência de fala, ataxia de marcha e risos desmotivados. Filho único de casal não consanguíneo, saudável e sem histórico de outros casos semelhantes, malformações ou doenças genéticas na família.
DISCUSSÃO: O probando apresenta o fenótipo típico da AS, sendo confirmados o diagnóstico e o mecanismo genético através de exames moleculares de MLPA e Array-CGH, respectivamente.

Palavras-chave: Síndrome de Angelman; Imprinting genômico; Ataxia; Ausência de fala

Simone Sudbrack1; Gabriela Martins Dalforno2; Thiago Wendt Viola3; Giulia de Lellis Fadel3; Bruna Costa Rodrigues1; Ricardo Bertinatto1

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INTRODUÇÃO: Pesquisas e dados sobre deficiência infantil são escassos em todo o mundo, principalmente em países de baixa e média renda, onde além de escassos, esses dados também não são atuais. No Brasil, segundo dados do IBGE de 2019, existem mais de 17 milhões de brasileiros com algum grau de deficiência, ou 8,4% da população com mais de 2 anos de idade. O objetivo deste estudo é avaliar a prevalência de deficiências em crianças de 0-3 anos de idade, em acompanhamento em um hospital universitário na região sul do Brasil.
MÉTODOS: Estudo descritivo, retrospectivo, com coleta de dados em prontuários de crianças atendidas entre 2017-2019. As crianças portadoras de alguma deficiência foram divididas em quatro grandes grupos: genética, por prematuridade, deficiências congênitas e do neurodesenvolvimento. Foram analisados dados de distribuição de sexo, peso, estatura, perímetro cefálico, escore de APGAR, média de internação hospitalar, tipo de parto, idade materna, presença de comorbidades e cuidado parental nos pacientes atendidos.
RESULTADOS: durante o período do estudo foram atendidas 3091 crianças, das quais 429 (13,9%) apresentavam algum grau de deficiência infantil, sendo 8.4% por alterações genéticas, 34,3% prematuros, 20,9% alterações congênitas e 12% alterações de neurodesenvolvimento. Foram observadas diferenças significativas entre os grupos estudados, principalmente referente ao peso de nascimento. O índice de partos cesáreos foi elevado em todos os grupos.
CONCLUSÕES: A amostra de crianças com deficiência em nosso estudo foi superior aos dados do último censo brasileiro. Mais estudos precisam ser realizados em crianças de 0-3 anos no Brasil.

Palavras-chave: Lactente; Deficiências do Desenvolvimento; Criança

Anna Jamylle Dias Borges Leal; Carlos Henrique Paiva Grangeiro

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INTRODUÇÃO: A tetrassomia 9p ocorre através da presença de um isocromossomo derivado do braço curto do cromossomo 9, evidenciando uma ampla gama de manifestações fenotípicas que vão desde malformações craniofaciais até incompatibilidade com a vida.
OBJETIVO: Descrever um lactente com tetrassomia 9p sem mosaicismo e evolução clínica favorável, apesar de intercorrências durante internação, com o intuito de acrescentar tal doença à lista de diagnósticos sindrômicos diferenciais a ser considerado pelo pediatra.
DESCRIÇÃO DO CASO: Trata-se de um lactente de 7 meses, filho de casal de 32 anos não consanguíneo. Durante o pré-natal, foram identificadas anormalidades em ultrassonografia morfológica que ao nascimento se apresentaram como braquicefalia, hipertelorismo ocular, raiz nasal alta (capacete grego), apêndice auricular bilateral, blefarofimose, fenda labiopalatina bilateral, genitália atípica com criptorquidia bilateral e hipoplasia de bolsa escrotal (Prader 4), comunicação interatrial tipo ostium secundum com repercussão hemodinâmica, além de assimetria ventricular supratentorial em neuroimagem. Realizou cariótipo que demonstrou [47, XY, +i(9)(p10)]. Apesar de múltiplas intercorrências durante internação prolongada, foi possível alta hospitalar após cerca de 5 meses de internação.
DISCUSSÃO: Mesmo sendo uma cromossomopatia rara, a tetrassomia 9p deve ser considerada pelo pediatra como diagnóstico diferencial, já que seu espectro de apresentação é polimórfico e semelhante a outros fenótipos de anomalias cromossômicas. Apesar do prognóstico desfavorável, é possível a desospitalização desses pacientes, devendo o médico assistente estar preparado para dar continuidade ao seguimento ambulatorial em conjunto com equipe multidisciplinar.

Palavras-chave: Tetrassomia; Anormalidades Congênitas; Anormalidades Craniofaciais; Mosaicismo

Isadora Ceregatti Correia1; Samantha Cristiane Lopes1; Marlou Cristine Ferreira Dalri1,2

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INTRODUÇÃO: A síndrome hemolítica urêmica atípica (SHUa) é uma condição rara, com possível evolução grave, sendo primária quando causada por alterações internas - mutações genéticas - ou secundária, quando desencadeada por fatores externos - infecções, medicamentos e toxinas, doenças autoimunes gestação, entre outras.
OBJETIVO: Relatar um caso pediátrico de SHUa pós-infecção por Staphylococcus aureus em um hospital terciário.
DESCRIÇÃO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 1 ano e 9 meses, previamente hígida, apresentou anemia hemolítica microangiopática, plaquetopenia e lesão renal aguda secundária à infecção por Staphylococcus coagulase negativa. O diagnóstico de SHUa foi estabelecido com base em achados laboratoriais característicos e exclusão de outras etiologias, como púrpura trombocitopênica trombótica. A evolução clínica exigiu suporte intensivo, com múltiplas transfusões e diálise peritoneal, culminando em recuperação da função renal.
DISCUSSÃO: A SHUa evolui rapidamente na maioria dos casos, tendo pouca incidência em pacientes pediátricos. O conjunto de sinais e sintomas torna necessário a implementação de diálise e seriadas transfusões de hemocomponentes. Este caso destaca a importância de considerar etiologias infecciosas incomuns na SHUa e ressalta a necessidade de abordagem diagnóstica e terapêutica precoce para redução de complicações.

Palavras-chave: Síndrome hemolítica-urêmico atípica; Microangiopatias trombóticas; Injúria renal aguda; Staphylococcus aureus; Relatos de casos

Luiza Costa Percia; Maria Luisa da Costa Batista; Sabrina Correa Ferreira

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INTRODUÇÃO: A cetoacidose diabética é uma complicação aguda grave do diabetes mellitus, caracterizada por hiperglicemia (glicemia maior que 200 mg/dL), acidose metabólica (pH venoso menor que 7,3 e/ou bicarbonato menor que 15 mEq/L), cetonemia e cetonúria, desencadeada por infecções, falhas na administração da insulina e falência progressiva das células beta pancreáticas.
OBJETIVO: Apresentar um caso de cetoacidose diabética em paciente de dez anos, diagnosticado com diabetes mellitus tipo 1 há três anos e com má adesão ao tratamento.
DESCRIÇÃO DE CASO: Escolar de dez anos, com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1 aos sete anos, sem o uso de insulina NPH por uma semana e da insulina regular por um dia, iniciou quadro de vômito associado a náusea, tontura e dor em ambos os membros superiores e inferiores, sendo diagnosticado com cetoacidose diabética moderada, terceiro episódio desde o diagnóstico de diabetes.
DISCUSSÃO: O diagnóstico da cetoacidose diabética baseia-se não só na glicemia, mas também nos valores de pH, cetonemia e cetonúria. Já a classificação depende do pH e do quadro clínico apresentado. A fisiopatologia envolve uma cascata de eventos, incluindo insulinopenia, hiperglicemia, desidratação, produção de corpos cetônicos e esgotamento do sistema tampão de bases. A clínica, vasta, é composta por polifagia, polidipsia, poliúria, vômitos, dor abdominal e desidratação. O tratamento consiste em insulinoterapia associada à reposição hidroeletrolítica, com ênfase em reposição volêmica e de potássio. No presente caso, o paciente apresentou vômitos, tontura e parestesia em membros inferiores, com glicemia de 864 mg/dL e pH arterial de 7,16.

Palavras-chave: Diabetes mellitus tipo 1; Relato de caso; Hiperglicemia; Cetoacidose diabética; Insulinoterapia

Mariana Fabrini Gomes; Gabriel Gamba Pioner; Janaina Cruciani Soldateli

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INTRODUÇÃO: O sequestro pulmonar é uma doença rara, podendo ocorrer de maneira intra ou extralobar. Costuma ser assintomática, possui bom prognóstico, e deve ser suspeitada no período pré-natal.
OBJETIVO: Documentar as manifestações clínicas, diagnóstico, tratamento e desfechos de um recém-nascido com sequestro pulmonar infradiafragmático, cuja suspeita diagnóstica ocorreu ainda no período intraútero.
DESCRIÇÃO DO CASO: masculino, prematuro tardio, filho de mãe primigesta, sem comorbidades. Na ultrassonografia feita com 18 semanas e 1 dia, visualizou-se imagem ecogênica homogênea à esquerda, sugestiva de sequestro pulmonar. Nasceu de parto cesáreo, hipotônico e em apneia, clampeamento imediato do cordão umbilical. Em unidade de terapia intensiva neonatal, foi realizada radiografia de tórax, que evidenciou imagem radiopaca em base de pulmão esquerdo e desvio na linha diafragmática, indicada e realizada ultrassonografia abdominal com Doppler, mostrando imagem sugestiva de sequestro pulmonar infradiafragmático. O paciente foi acompanhado pela equipe cirúrgica no período intra e extra-hospitalar. Com seis meses de vida, realizou angiotomografia computadorizada, confirmando o diagnóstico. Aos oito meses, realizou a ressecção cirúrgica, a qual ocorreu sem intercorrências.
DISCUSSÃO: Os casos de sequestro pulmonar infradiafragmáticos são responsáveis por menos de 1,7% do total, sendo este o tipo do paciente aqui descrito. Tem etiologia desconhecida, se comunica de maneira anômala com a árvore traqueobrônica e possui suprimento sanguíneo próprio. A clínica, quando presente, se manifesta nos primeiros meses de vida, não havendo necessidade de intervenção imediata. O diagnóstico deve ser suspeitado no pré-natal, e o tratamento costuma ocorrer até os nove meses de vida.

Palavras-chave: Sequestro Broncopulmonar; Pneumopatias; Recém-Nascido; Recém-Nascido Prematuro; Ultrassonografia Pré-Natal

Artigos Mais Lidos

Geraldo Jacob Jorge1; Licínio Esmeraldo da Silva2; Gesmar Volga Haddad Herdy3; Selma Maria de Azevedo Sias4

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INTRODUÇÃO: elevados níveis de imunoglobulina E (IgE) têm sido descritos em helmintíases, doenças alérgicas e em algumas imunodeficiências primárias.
OBJETIVO: avaliar a prevalência de doenças alérgicas em crianças e adolescentes com níveis séricos de IgE total ≥ 1.000 UI/ml.
MÉTODOS: trata-se de estudo retrospectivo de pacientes com até 18 anos e valor de IgE sérico total ≥ 1.000 UI/ml, acompanhados nos ambulatórios de pneumologia e alergia do Hospital Universitário Antônio Pedro da Universidade Federal Fluminense, de janeiro de 2007 a dezembro de 2012, e análise dos prontuários.
RESULTADOS: foram estudados 65 prontuários. A média da idade foi de 8,9 (± 4,1) anos; 40 (61,5%) eram meninos. Os níveis de IgE variaram de 1.066 a 33.089 UI/ml (média de 3.814,4 UI/ml e mediana de 2.000,0 UI/ml). Os valores de IgE foram maiores para o sexo masculino (p = 0,020). Três pacientes apresentaram IgE maior que 20.000 UI/ml: um com síndrome de Job e dois com associação de rinite, asma, alergia alimentar e dermatite atópica grave. Em 62 pacientes com IgE até 10.000 UI/ml, encontrou-se diagnóstico de rinite, asma, dermatite atópica e alergia alimentar em 90,3%, 87,1%, 14,5% e 6,4%, respectivamente. A associação mais frequente foi entre asma e rinite (50/62; 80,6%). Naquelas com dermatite atópica, os valores médios de IgE foram significativamente maiores (p = 0,026).
CONCLUSÕES: neste estudo, os níveis mais elevados de IgE predominaram no sexo masculino e nas crianças com dermatite atópica. Houve maior prevalência de rinite e asma nas crianças com doenças atópicas, dados que coincidem com os relatados na literatura.

Palavras-chave: Imunoglobulina E. Asma. Rinite. Dermatite atópica. Criança. Adolescente.

Amanda Carvalho Mitre Chaves1; Roberto Gomes Chaves2; Breno Augusto Silva de Resende3

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INTRODUÇÃO: o uso de álcool pela nutriz pode ser um fator dificultador para a prática da amamentação devido aos efeitos desta droga sobre a produção láctea, sobre a nutriz e o lactente.
OBJETIVO: realizar um estudo de revisão sobre o uso de álcool pela nutriz e os seus efeitos sobre o lactente e a lactação.
FONTES DE DADOS: bancos de dados PubMed, Medline, Lilacs e SciELO nos últimos 15 anos, com os descritores 'etanol', 'aleitamento materno', 'lactação' e 'leite humano' nas línguas portuguesa, inglesa e espanhola. Livros, textos e artigos considerados relevantes.
SÍNTESE DOS DADOS: o uso de bebidas alcoólicas durante a amamentação é uma prática crescente e está associada a riscos para o lactente e para a produção do leite materno. O álcool possui baixo peso molecular, ausência de ligação às proteínas plasmáticas, elevada constante ácida e alta biodisponibilidade oral, propriedades que facilitam a sua excreção pelo leite materno. Apesar dos riscos da exposição infantil ao álcool via leite materno, baixas doses de álcool não devem contraindicar a amamentação.
CONCLUSÕES: as mães devem ser estimuladas a evitar o consumo desta droga durante todo o período da lactação. Caso a mulher decida pela utilização de bebida alcoólica, ela deve ser orientada a adiar a amamentação até a eliminação do álcool do leite materno.

Palavras-chave: Etanol, Aleitamento materno, Lactaçao, Leite humano.

Raphael F. Andrade1; Ariana Paixao2

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OBJETIVO: Descrever as principais técnicas fisioterapêuticas utilizadas no tratamento da asma e demonstrar seus efeitos na redução dos sintomas desta doença.
MÉTODO: Revisão da literatura (1998 a 2005) através do banco de dados do PubMed, Cochrane Review e literatura impressa.
CONCLUSÃO: Existem,atualmente,diversas técnicas fisioterapêuticas utilizadas no tratamento da asma. Apesar de se obterem resultados que favorecem a redução dos sintomas da doença, outros estudos devem ser realizados para que sejam mais bem elucidadas as questões correspondentes à aplicabilidade clínica e os efeitos terapêuticos de cada técnica. Palavras-chave:

Rosanna Vilardo Mannarino

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Palavras-chave:

Denise Cardoso das Neves Sztajnbok

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Palavras-chave:

Heber de Souza Maia Filho

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INTRODUÇÃO: As crises epilépticas, sejam agudas ou relacionadas à epilepsia, são uma emergência neuropediátrica importante, não somente pela frequência, mas também pela associação a situações de alta morbimortalidade e, não menos importante, de impacto psicossocial e familiar.
OBJETIVO: O presente artigo de revisão buscar trazer, de uma forma sintética, os principais conhecimentos necessários para que o pediatra possa diagnosticar, tratar e investigar a crise epiléptica em um contexto de emergência.
FONTES DOS DADOS: O material bibliográfico compõe-se de livros clássicos da área e de revisão bibliográfica de artigos dos últimos cinco anos no PUBMED,priorizando-se os artigos de revisão.
SÍNTESE DOS DADOS: Objetivando uma abordagem prática, discutiremos cinco situações principais - crise febril; crise epiléptica após traumatismo craniano; crise em uma criança com diagnóstico prévio de epilepsia; primeira crise afebril; e estado de mal epiléptico.As prioridades no manejo da crise epiléptica na emergência pediátrica são a interrupção dessa crise (evitar o estado de mal epiléptico), a prevenção de complicações e sequelas, a investigação da etiologia e o tratamento das causas agudas. Por fim, realiza-se o adequado encaminhamento para investigação e tratamento ambulatorial.

Palavras-chave: crise epiléptica, epilepsia, emergência, criança.

Danusa Rizzon

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INTRODUÇÃO: Crianças apresentam maior morbidade e mortalidade relacionadas a vários patógenos, em especial, aos intracelulares. Isso ocorre em função da imaturidade imunofisiológica, que resulta de limitações nos mecanismos imunológicos inatos e adaptativos.
OBJETIVO: Revisar o sistema imune do recém-nascido, destacando aspectos fetais e maternos. Ressaltam-se, também, elementos das imunidades inata e adaptativa e evidencia-se a importância do leite materno no contexto citado.
METODOLOGIA: Revisão não-sistemática da literatura disponível nas bases de dados SCIELO, NCBI e CAPES,priorizando-se artigos mais recentes e/ou com informações relevantes sobre o estudo.As listas de referências dos artigos selecionados foram verificadas a fim de escolher estudos adicionais de interesse.
CONCLUSÃO: A partir do exposto, é possível analisar aspectos relevantes ao sistema imune do recém-nascido, no qual a maioria das células envolvidas encontra-se em quantidade e/ou função reduzida. Este fato, que contribui para uma suscetibilidade aumentada desta população a infecções, é de extrema importância e deve ser considerado na prática médica. Através da compreensão da imaturidade intrínseca relacionada ao sistema imune neonatal é possível direcionar e adequar profilaxia, imunizações e tratamento de recém nascidos a termo e pré-termos. Neste sentido, o incentivo à prática da lavagem adequada das mãos e utilização de álcool glicerinado por profissionais de saúde são atitudes que podem promover relevante impacto no presente quadro, auxiliando na redução das taxas de mortalidade. Ressalta-se, ainda,que vários aspectos relacionados ao tema em questão não são totalmente elucidados e, assim, novos estudos são de fundamental importância no presente âmbito. Palavras-chave: Recém-Nascido, Sistema Imunológico, Imunidade Inata, Imunidade Adaptativa,leite Materno, literatura de Revisao

Frederico Henrique Salles Nunes

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As glicogenoses são doenças de armazenamento de glicogênio e a doença de von Gierke é a mais comum delas, sendo que as complicações metabólicas da doença incluem hipoglicemia, acidemia láctica, hiperuricemia, hipofosfatemia e adenoma hepático. Nesse trabalho foi feita uma revisão dos conhecimentos atuais acerca da doença Von Gierke com suas características e tratamento aplicado. Verificou-se que a adesão ao tratamento é de vital importância para o controle da doença. Palavras-chave: Doença de von Gierke, Glicogenoses, Nutriçao.

Luciano Abreu de Miranda Pinto

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A presença de febre é um dos principais motivos de consulta pediátrica e a quase totalidade dos lactentes febris têm uma doença infecciosa.A maioria dos lactentes com febre apresentará sinais ou sintomas que permitirão o diagnóstico da condição mórbida subjacente, entretanto, em 20% dos casos, a febre é um achado isolado, o que significa que, mesmo após anamnese e exame físico cuidadosos, nenhum foco é identificado e a condição recebe a denominação de "febre sem foco". Entre os pacientes com febre sem foco, a imensa maioria é portadora de uma infecção viral benigna, entretanto um pequeno grupo desses pacientes pode ser portador de uma entidade mórbida que, na ausência de um nome específico, é conhecida como bacteremia oculta. Considerando os pacientes com bacteremia oculta, alguns resolverão espontaneamente essa condição tornando-se afebris, outros persistirão febris e com bacteremia e um terceiro grupo evoluirá para uma infecção bacteriana focal quando reavaliado 24-48 horas após a consulta inicial.A abordagem do paciente potencialmente portador de bacteremia oculta pode variar desde o acompanhamento clínico até a utilização de protocolos de risco, entretanto o prognóstico do paciente com febre sem foco não parece ser modificado pela abordagem escolhida.

Palavras-chave:

Michelle L. C. Gonin

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OBJETIVOS: atualização dos principais aspectos da sepse relacionados ao diagnóstico e tratamento por meio da implementação de medidas terapêuticas baseadas em evidências científicas de qualidade com finalidade de reduzir mortalidade.
FONTES DE DADOS: revisão não sistemática de literatura médica,artigos selecionados na base de dados MedLine, PubMed. Foram analisadas as diretrizes da Campanha de Sobrevivência à Sepse de 2004, 2008 e parcial 2012 e as da Associação Médica Brasileira de 2011.
SÍNTESE DE DADOS: a sepse pediátrica é de difícil reconhecimento precoce, com perfil hemodinâmico diferente do adulto.O conhecimento dessas peculiaridades e a implementação de diretrizes que visam à otimização hemodinâmica (SvcO2) e melhora da perfusão tecidual (lactato) têm impacto na melhor sobrevivência. A restauração da macro e microcirculação é fundamental para evitar o desenvolvimento das disfunções orgânicas. A abordagem precoce, o suporte hemodinâmico rápido, a antibioticoterapia precoce e a adesão ao pacote de ressuscitação de 6 horas são importantes pilares na abordagem dessa síndrome letal.As medidas terapêuticas baseiam-se na reposição volêmica, na antibioticoterapia, nas drogas vasoativas, nos corticoides, nas medidas de manutenção de viabilidade biológica aos sistemas e no suporte nutricional.
CONCLUSÃO: os avanços significativos da Terapia Precoce Guiada por Metas,as intervenções das diretrizes de tratamento da Campanha Sobrevivendo à Sepse,que geram indicadores de qualidade assistencial norteando tratamento, e o necessário cuidado pleno a cada sistema orgânico possibilitaram uma significativa melhora de parâmetros clínicos, hemodinâmicos e perfusionais. Na atualidade, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado baseado em protocolos estabelecidos permanecem a melhor garantia de boa evolução.

Palavras-chave: sepse/diagnóstico, sepse/terapia, disfunção orgânica, hemodinâmica.
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